04/11/2006
27/10/2006
LIBERDADE!!!!!!
23/09/2006
23 de Setem - Bah, isto aparece logo por baixo do título!
Nasci há 25 anos, nesta mesma casa, 5 metros à direita de onde estou sentado. Na altura, este quarto ainda não tinha sido construído; foi graças à minha infantilidade própria dos 11 anos que isso veio a acontecer. Mas isso agora não interessa. A cama onde nasci, provavelmente, já não existe, levou-a o tempo, o caruncho, os lixeiros. Parece-me que nem as paredes têm a mesma cor, mas, claro, isso são pormenores de que não me lembro. Acho que já era noite quando a minha mãe teve as primeiras contracções e eu nasci por volta das 3 da manhã, rapidamente, como quem não quer a coisa, mais ou menos a hora a que estou a escrever este texto. Segundo a Wikipedia, a 23 de Setembro de 1981 foi inaugurado o primeiro trecho da linha-férrea do TGV francês (hum… francófona…), ligando Paris a Lyon; morreu Dan George, chefe indígena e actor canadiano; e nasci eu (à falta de mais informação…), igual a tantas outras crianças, o mesmo peso, a mesma altura, a quantidade normal de pêlos. A minha mãe, claro, foi a que mais sofreu, eu só tive de mergulhar de cabeça, enquanto a parteira afastava o cordão umbilical, enrolado à volta do meu pescoço. A Rosinha, a velhinha que mora ao fundo da minha rua, estava lá, a dar apoio. E eu lá vim ver o que se passava do lado de fora, neste dia que, ainda segundo a Wikipedia, marca o equinócio de Setembro, a chegada do Outono. Nunca gostei de castanho, já não sou a criatura negra e depressiva (?) que era, já não sou tantas outras coisas que fui, que talvez nunca tenha sido, que nunca devia ter sido e que talvez nunca volte a ser, não interessa, sempre gostei e continuo a gostar do Outono. Não sei se por ter nascido há 25 anos, não sei se por ter nascido neste dia. Mas a verdade é que não percebo nada de astrologia, limito-me a ser… estranho.
22/09/2006
Utensílios de tradução (ou O grande motivo para o meu último post ter sido há duas semanas)
Jovem, foste avisado. Dedica-te à pesca...
08/09/2006
The Bloggers

22/08/2006
O sabor a sal das memórias
Ouve o som da água das ondas do mar enquanto o Atlântico fustiga o seu corpo, como se soubesse que se sente sujo. Caminha sozinho, as pernas perdidas e misturadas com a imensidão do líquido translúcido e com as areias desgastadas pela erosão de milhares de anos. Passa-lhe pela cabeça que as rochas que formaram aquela areia foram pisadas por dinossauros. Passa-lhe pela cabeça que, quando era pequeno, passava horas e horas enfiado no mar, até muito depois de as suas mãos se assemelharem a ameixas secas. Passa-lhe pela cabeça que, talvez, há milhões de anos também dinossauros bebés brincassem naquela mesma água até as suas patas ficarem murchas como ameixas secas. Olha em frente, para o sol que se reflecte, quebrado pela água das ondas do mar, mas que brilha com toda a intensidade de uma estrela e que encandeia todos os que se atrevem a tentar contemplar a sua grandiosidade. Sorri e mergulha, para o fundo, as mãos, o peito, a barriga, o sexo, todo o seu corpo roça no fundo do mar, nas areias, nos seixos, nas conchas. Emerge, a pele pouco arrepiada, mas sem dúvida refrescada, o sabor do mar nos lábios. A água das ondas do mar bate-lhe na cara, lembrando-o do lado cruel do deserto marinho, do lado que afoga e inunda e afunda. Mergulha uma vez mais, debatendo-se, esforçando-se por seguir em frente, tentado deslizar como um peixe, lutando contra a corrente, a maré, a força da lua. Volta a emergir, o peito a arder por ar, os pés a desesperar por terra, o bom-senso a gritar para que volte, mas ele sabe que tem de continuar, ele sabe que, como um tubarão, se parar morre, sufoca. Volta a mergulhar, sem a certeza de ter forças de conseguir prosseguir, mas tenta. Desta vez, abre os olhos debaixo de água. A limpeza da água não é suficiente para que veja muito longe, mas, na verdade, é o som que o fascina. Nada. Não há vozes ali, não há ruídos, nem sequer o bater da água das ondas do mar, nada. Fecha os olhos para ficar a ouvir todo aquele silêncio. Mas é então que ouve um eco. E volta a ouvir o mesmo eco uns segundos depois. Como se alguém gritasse do fundo de um grande armazém vazio e o som fosse devolvido vezes sem conta pelas paredes. Emerge, nada de regresso, senta-se na areia, as ondas a quebrarem junto aos pés, a cabeça assente nas mãos, o pensamento na sua luta por vencer o mar. E então percebe, o seu pensamento está dentro daquele armazém, à procura de quem gritava ainda há pouco. Percebe que a sua luta não era com o mar, era com aquele grande armazém vazio, de paredes arrefecidas que devolvem o grito de alguém perdido no seu interior. Percebe que aquele armazém é o seu coração. Percebe que tem de continuar a lutar. Lança-se ao mar uma última vez, uma despedida, um agradecimento. Olha o sol, com o sabor a sal a irritar-lhe os lábios e sorri. Percebe que desta vez não são lágrimas que lhe irritam a boca. É a água das ondas do mar.
PROCURA-SE!!!
Paredes de Coura 2006
Ora bem, falemos então desse grande festival que é o Sudoeste. Ah não, espera lá, é o outro, Paredes de Coura… Bem, Paredes de Coura é um sítio bastante atraente, mais verde que a Zambujeira do Mar, mas mais frio, bastante mais húmido e sem aquele charme de cidade à beira-mar, charme esse provocado por meninas em biquini, mas isto já é informação a mais!
Mudando súbita e abruptamente para os concertos, dia 14, recepção ao campista foi para o tecto! Deu-se uma voltinha pelo recinto, procurou-se um sítio mais barato onde jantar e depois toca a arranjar espaço dentro das tendas para encaixar sacos e colchões de 3 tipos que, a meio da noite, quase iam uns para cima dos outros, SEM QUALQUER CONOTAÇÃO SEXUAL!
Adiante, para o dia 15… Confesso que não vi os concertos todos, os primeiros foram perdidos por causa da banhoca gelada depois de um agradável dia de praia fluvial e por causa da procura da barraquinha ideal onde jantar (portanto, a que tivesse menos gente…). De qualquer maneira, deu para apanhar o finzinho de Gomez, mas nem posso dizer nada sobre essa gente porque nessa altura ainda não tinha entrado em modo de concerto. Nos Madrugada deu-se uma espreitadela, mas, mais uma vez, muito de fugida, não despertava grande interesse e os tímpanos estavam a ser poupados para o Xôr Morissey (ou Mourixei, como dissera um grupo de jovens na tenda ao lado, quando se questionavam quem era aquele gajo…). No entanto, aqui fica um conselho, Broken Social Scene, para quem gostar de música com muitos instrumentos misturados é muito bom. Oiçam a IBI dreams of pavement (a better day) para terem uma ideia… E, finalmente, Morissey! E, finalmente, a chuva começa a cair! Ele lá vem, seguido da banda com t-shirts iguais, Morissey escrito sobre o peito. Lá cantou, por entre piropos à selecção portuguesa e agradecimentos ao público por estar à chuva, aquelas músicas tão bem conhecidas como You have killed me, First of the gang to die, Girlfriend in a coma (sim, eu sei que esta é dos Smiths, mas ele cantou várias deles), blablabla. Sempre com uma postura plena de auto-confiança, agitando o fio do microfone no ar como a Catwoman estalava o chicote, até que… O festival, de modo geral, enfrentou muitas falhas de som. Morissey queixou-se várias vezes de que não se conseguia ouvir e em diversas músicas a sua voz não se ouvia. Trocou de microfone, mas os problemas continuaram. À penúltima música, atirou o microfone ao chão. À última música, abandonou o palco, arrastando os músicos que o acompanharam e deixando a música a meio. Foi assobiado. As teorias começaram. A mais ridícula foi que ele não podia cantar as músicas dos Smiths, apesar de ter cantado várias; a mais plausível foi que se fartou dos problemas de som, quando ainda estava prevista, pelo menos mais meia-hora de concerto. Fontes externas a’O Estranho (leia-se, o Xôr Damon Durham, verdadeiro adepto de Morissey) investigaram, em sites oficiais e menos oficiais os motivos que teriam levado a isto. Certezas não há, mas pelos vistos o Xôr Morissey é uma diva temperamental e já não é a primeira vez que faz este tipo de coisas… Seguiam-se Fischerspooner… Bah, já estávamos todos na tenda a comentar o concerto, a chuva, que, como viríamos a descobrir, não parou até à noite seguinte, e a dizer coisas uns aos outros que não chegavam bem ao tímpano alheio, como por exemplo, queixar-se de dores nas costas, sugerir massagens à vez, e perceber-se massagens à verga… Passemos à frente, que, GARANTO, nada de remotamente interessante (ou homossexual) se passou nessa noite. Ah, ainda deu para não conseguir dormir por causa dos after hours…
Dia 16. Chuva, chuva e mais chuva. A colega da tenda ao lado já tinha a tenda com infiltrações, a nossa não tardava. Vamos embora? Não, desmontámos as tendas e vamos procurar sítio onde ficar. Viagem para Cerveira, outra vez (ou ainda?) encharcados, mas lá conseguimos um belo almoço quente. Pousadas da juventude e outras instâncias que tais completamente esgotadas. Pensa-se em pedir asilo político na sede do PSD. Sim, por brincadeira. Decisão, depois de diversos telefonemas para a família, que nos informou de uma tempestade MONSTRA que se aproximava, vemos os concertos de hoje, vamos embora e amanhã logo se vê. Primeiros concertos vão ao ar. Gang of Four é uma seca. SECA!!! O ponto alto do concerto foi o pobre do micro-ondas destruído a golpes de bastão de baseball, já estão a ver como foi ridículo. Mas eis que chegam os Yeah yeah yeahs! Quatro em vez dos habituais três. E que maluqueira! Que energia! Que, eh pá o texto já vai longo, e como a Pinky só queria saber do Morissey, vamos lá acabar com isto! Foi grande concerto cheio de energia punk e a vocalista, a Karen O é o Marilyn Manson com vagina (é feia a rapariga, que querem?!). Depois os Bloc Party. Outro grande concerto, o vocalista, a falar tem uma voz incrivelmente irritante, mas parece bastante simples, ainda dá gritos a agradecer o convite para o concerto e blablabla, toca mas é a música da Vodafone, que quando acabar o concerto nós temos 100km pela frente! Acho que a seguir eram os Eagle of Death Metal… Em homenagem ao nome, fomos embora. Chegar a casa às 4h da manhã e tomar um banho quente não foi mau, o pior foi o tempo que se fez sentir. Céu limpo, sem chuva, nem vento, nem trovões, apenas o pensamento de que iam ser pior do que um chuto no olho se tivéssemos feito a viagem de regresso para nada…
Dia 17. Acordo às 9h30 da manhã, abro a janela e solto um palavrão. Céu azul, poucas nuvens. GRANDE TEMPESTADE, HEIN, SENHOR METEOROLOGISTA?!?! Já de tarde, de novo a caminho do festival, com paragem em Ponte de Lima, a Praga (leia-se a capital da Rep. Checa) portuguesa para lanchinho e para perder os primeiros concertos! Catpeople, nem sequer os vi. Shout out louds, começou a chover a meio… Maduros… Oh pá, a sério, vale a pena dizer alguma coisa sobre Maduros? Só para tirar dúvidas, nem sequer olhei para o palco… Ui, mas depois… ui… UI!!! Lá apareceram os Tsc tsc tsc, os Tchu tchu tchu, os Choi choi choi, os !!! . E que senhora energia que eles têm!!! A música não me despertou particular afeição, mas aquela energia em palco!!! Provavelmente, mais ninguém dançou tanto no festival todo como o vocalista principal!!! Ok e agora uma pequena confissão. Já de seguida vou lançar um alerta para identificar uma jovem com quem troquei olhares quase o concerto todo… Bom, depois vieram os The Cramps e que bela, bem, MERDA que eles são! Se Gang of four foi uma seca, isto foi um nojo! Para mim, não se aproveita nada de nada de nada de nada de nada, já perceberam a ideia… Por fim, Bauhaus. Não é para mim. Compreendo que seja uma banda de culto, os góticos A SÉRIO adoram, ok, mas não é para mim. Principalmente se tiver passado 4 horas a levar com chuva gelada na cabeça…
Para mim, Paredes de Coura encerrou com um certo par de olhos azuis. Mas encerrou mal! E agora o alerta, num outro post, que este já enjoa!
14/08/2006
Até breve...
Adeus ao blog. Adeus ao computador, aos e-mails e ao Messenger. Adeus à electricidade, à água corrente e à cama. Adeus ao frigorífico, à televisão e aos dvds. Adeus ao conforto, ao ar-condicionado e ao tecto sobre a cabeça. Adeus ao fogão, às especiarias e aos cozinhados. Adeus ao telefone, à Internet e à TvCabo. Vemo-nos daqui a uma semana.
Olá, Paredes de Coura...
Bem, vou-me embora, mas antes, como já tinha prometido a uma certa pessoa cor-de-rosa com olhos amarelos, cá fica uma receita de pizza. Vá, meia receita porque só vou dizer como fazer a massa e dar algumas dicas...
Ingredientes para a massa:
20g de fermento (facultativo se farinha já tiver fermento)
450g de farinha
200 ml de água morna
4 colheres de sopa de azeite
1 pitada de sal
Dissolve-se o fermento na água. Num recipiente grande, mistura-se e amassa-se a farinha, o fermento diluído e o azeite (se espalharem bem alguma farinha nas mãos, evitam ficar com a massa colada aos dedos...). Deixa-se levedar durante uma hora. Depois estende-se numa forma (ou directamente na chapa do forno) e cobre-se com molho de tomate ou com tomate partido muito fino. NUNCA ESQUECER de temperar com uma pitada de oregãos (senão fica sem sabor...), mas não se deve exagerar porque, toda a gente sabe, os oregãos são bicho forte e bravio! Em seguida, acrescentar cogumelos laminados e quaisquer outros ingredientes à escolha (fiambre, bacon, CAMARÕES, etc...). Cobrir tudo com queijo ralado. Levar ao forno, pré-aquecido a 250º, até o queijo estar completamente derretido (podem deixar estar mais um pouco, mas tirem se começarem a ver fumo a espalhar-se pela casa...).
Ah! Depois come-se (só para não ficarem dúvidas)...
Espero que gostem...
Boas férias (mesmo que forçadas, Polegar...).
PS: Nenuco, já sabes que estás de prevenção na última semana deste mês! Não podes abandonar o país!;)
03/08/2006
24, a primeira temporada...
Como ela diz, ser despedido é o menor dos problemas quando estas coisas acontecem...
Agradecimentos ao Xôr Durham, pelo empréstimo da série... ;)
26/07/2006
Um dia na pele de um informático
O dia estava bonito. Era um domingo de muito sol, temperatura amena e uma leve brisa soprava no ar. O Estranho acordou a pensar “Mas que belo dia para formatar um computador!”. E lá partiu ele à aventura. As dificuldades foram muitas e o Estranho, com medo de se perder e nunca mais voltar a ver a luz do dia, decidiu escrever um diário da viagem ao desconhecido. O manuscrito que se segue foi encontrado numa garrafa de água com gás com sabor a limão (a marca permanecerá uma incógnita por motivos de publicidade gratuita, mas a Polegar já entrou num anúncio dessa marca…).
Aqui fica O DIÁRIO PERDIDO D’O ESTRANHO EM BUSCA DO COMPUTADOR LIVRE DE VÍRUS!
10h00 – O dia está bonito. É um domingo de muito sol, temperatura amena e uma leve brisa sopra no ar. Mas que belo dia para formatar o computador!
10h15 – Agora que saí da casa de banho, vou tomar o pequeno almoço.
10h30 – Hum, mas que bem que soube aquela torradinha barrada com manteiga com pouco sal e aquele copinho de suminho. Mas porque raio é que estou a usar “inhos”?! Ei, será que já está a dar o Pokemon? Vai, Pikachu, raio de trovão!
11h00 – Ai, aquele Pikachu, que malandro, mas conseguiu salvar o dia outra vez! E o Team Rocket é que não há maneira de aprender. Bem, mas no fundo devem ser todos amigos, afinal de contas, no mundo dos pokemon, há sempre alegria no ar. Vamos lá tratar do computador, acho que já fiz cópia de tudo, mas é melhor confirmar porque acho que ontem criei mais uma pasta “old and bushy”…
11h30 – Finalmente, tudo o que é importante está gravado em cd. Vamos lá então, ponho o cd do Windows XP, reinicio o computador e faço iniciar a partir do cd…
12h00 – Hum… E agora? Desejo reparar ou instalar uma nova versão do Windows? Acho melhor instalar uma nova, ainda há pouco tempo fiz reparar e não serviu de nada.
12h15 – Hã?! Em que partição quero instalar? Mas que raio é uma partição?! Bom, se só tem aqui uma opção, se calhar, é esta que eu quero…
12h30 – Oh não! Se instalar nesta partição, como já lá tem uma cópia do Windows o sistema pode ficar instável (vem-me à cabeça a imagem do Alberto João Jardim a sambar, do Cavaco a comer, do Jerónimo a dançar…)! Oh, mas espera lá, se eu formatar tudo, a cópia deixa de existir, deve dar na mesma… Ora bem, formatar usando o sistema de pastas não sei quê (rápido) ou formatar usando o sistema de pastas não sei quê? Bem, vou usar o normal, se calhar fica melhor… e aproveito e vou almoçar!
13h30 – Mas porque raio não escolhi o rápido?! Esta #censurado# ainda está a formatar?! #Censurado#!!! Vou mas é buscar uma garrafa de água com gás com sabor a limão de marca incógnita por motivos de publicidade gratuita!
14h00 – Ufa, finalmente já está a instalar… “Tempo de espera previsto de 34 minutos”? Mesmo a tempo do Lost. Eh pá, aquela Kate… Ui, o prazer significativo que eu lhe dava…
14h34 – #Censurado#, esta #censurado# ainda não acabou?! Que #censurado#! Vou mas é ver o Lost e isto que se #censurado# por um bocado!
15h30 – Pfui, o Michael não engana ninguém! Pensei que o Hurley lhe ia espetar uma cabeçada, mas também, com aquele cabelo, ele nem sentia! Ei, esta #censurado# está à espera que eu lhe meta o código de identificação!
16h00 – Finalmente o sonzinho característico do Windows! Já está quase, agora é só ligar a Internet e começar a tirar as actualizações do Windows para não apanhar mais nenhum vírus…
16h15 – #censurado#!!! #censurado# que pariu esta #censurado#!!! Mas que grande #censurado#!!! #censurado#!!! “O Windows vai encerrar dentro de 60 segundos” #censurado#, eu só carreguei na #censurado# do ícone da actualização da #censurado# do Windows!
16h30 – Ei, #censurado#, pois é, já sei o que isto é… Que cena, eu tinha aqui as actualizações para não apanhar o Sasser ou o Blaster mal ligasse à Internet… Bom, olha vou corrigir isso agora e tratar de actualizar tudo.
16h45 – Pronto, agora é que é! Iupi, começar actualização! 5 ficheiros, tempo previsto, 15 minutos. Tá-se bem!
17h00 – Vamos lá ver se há mais… 15 actualizações? Tempo previsto, 30 minutos? Ok, pronto…
17h30 – Mais actualizações?! Service Pack 2?! Mas porque raio não mandam isto tudo de uma vez?! Tempo previsto, 30 a 45 minutos?! #censurado#!!!
18h15 – Bom, agora já deve estar… #censurado#!!! Mais 4 actualizações… tempo previsto, 15 minutos…
18h30 – Ah, até que enfim! Bom, deixa-me cá pegar nos meus documentozitos e começar a passar tudo…
18h45 – Bah! Meia dúzia de erros de redundância cíclica nos cds, o que quer que isso seja, mas pronto, as pastas de trabalho e o essencial está salvo. Acho que vou lanchar…
19h00 – Ora bem, ora bem, vamos lá outra vez. Hum, onde está o cd do Office?
19h05 – Só me faltava mais esta!!! #censurado#!!! Onde raio está a porcaria do cd do Office?!
19h10 – (sms para os suspeitos do costume a perguntar se têm o cd do Office)
19h15 – (primeira resposta: “Não tenho, só do Windows…”)
19h20 – Bah, vou mas é ver pela net qualquer coisa.
19h25 – O que se passa? A net está sempre a cair…
19h30 – Bem, pode ser por estar tudo instalado de novo. Ainda me lembro que quando mudei de telefone, isto andou assim instável por uns tempos…
19h35 – Bom, desisto! Vou ver homens feitos e barbudos a abraçarem-se em tronco nu, enquanto ficam cada vez mais suados… Luta livre americana!
21h00 – Hum, acho que não vou resistir à tentação de instalar aqui uns joguitos…
21h15 – Pronto, não encontro o cd do joguito, fico sem joguito… #censurado#!!!
21h30 – (segunda resposta: “Oh pá, o meu Office foi instalado na loja da espanhola, não tenho os cds…)
21h31 – Pronto, já sei quem tem o cd… Mas porque raio é que a Internet está sempre a ir abaixo?!
21h35 – Ctrl-Alt-Delete
21h40 – (Explosão de #censurados# ditos em série que mais fazia lembrar a declamação à desgarrada dos Lusíadas e da Mensagem…)
22h00 - …
22h15 – Ok, Estranho, mentaliza-te. Vais ter de formatar outra vez o computador. Já tens lá um vírus qualquer que não te deixa aceder à firewall, desliga-te a Internet e já tens estes belos popups de parceiros sexuais…
22h30 – Sim, eu já sei que já tenho uma cópia do Windows nesta partição…
22h35 – Formatar usando o sistema de pastas não sei quê (rápido)…
22h45 – Começa a instalação… (porque raio não pus logo no rápido, da primeira vez?!)
23h30 – Windows arranca. Não aguento mais! Vou pôr já as actualizações contra o Sasser e o Blaster e amanhã acabo tudo…
03h35 – Zzzzzzzzzzzz-PIPI PIPI!!! #censurado#
03h40 – (terceira e última resposta: “Olá! Sou eu que tenho o cd! Amanhã dou-to, ok?”)
03h41 – Grande filho da #censurado#...
03h42 – Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
20/07/2006
Oh pá, sinceramente não sei!
Não sei! Não posso dizer mais nada que não seja não sei! Não sei se é um súbito ataque de adolescencite aguda ou se é pela proximidade dos 25 anos, o suposto pico sexual da vida, ou se são as hormonas que se lembraram de fazer um belo jogo de futebol de rua... NÃO SEI!
Mas tu, caro leitor ou leitora é que me podes ajudar! Aqui fica uma listinha de pessoas por quem dava um rim para ter o número de telefone, para me ajudarem neste meu problema:
Jessica Alba; Kirsten Dunst; Katie Melua; Holly Valance; Kate Beckinsale; Natalie Portman; Elisha Cuthbert; Benedita Pereira; Liliana Santos; Margarida Vila-Nova; Cláudia Borges; Cláudia Semedo.
Provavelmente, estou a esquecer-me de alguma, mas estas já davam jeito. A quem me conseguir arranjar estes números, dou um rim e ainda ofereço um dedo mindinho...
14/07/2006
a gerência lamenta informar que...
Era uma vez um rapaz estranho. Ele tinha 2 anos, era alto e sonhava em voar, não num avião, mas com asas, asas feitas de seda branca. Na sua curta vida, viu e conheceu pessoas que o fizeram arregalar os olhos, outras que o fizeram chorar e outras ainda que lhe fizeram ferver o sangue. Chegou um dia em que, finalmente, lhe pareceu ter asas para voar. Pareceu-lhe que tinha encontrado umas asas que, mesmo sendo pequenas para ele, mesmo sendo algo desajeitadas e difíceis, seriam perfeitas para ser feliz, para voar…
Pena que, afinal, as asas não o tiraram do chão. Paciência, eu bem disse que não estava apaixonado!
12/07/2006
desejo
Tocas-me a pele como um arrepio, ao de leve, eriçando-me os pelos de prazer e eu respondo, acariciando-te os seios com ternura. Prendo-te com os braços, num abraço forte de que não queres nem tentas fugir. Encosto o meu peito ao teu e deixo que os nossos mamilos se toquem, se beijem, se amem. Depois afasto-te um pouco de mim, segurando-te pelas costelas e afagando-te a barriga com os polegares, para que sintas que continuo a desejar-te. Olho-te, de alto a baixo. Estás nua, mas são os teus olhos que estão realmente nus, mais nus do que nós, mais nus do que qualquer outra pessoa no mundo que esteja a fazer amor neste momento. Estremeces, talvez de frio, talvez de uma súbita e ridícula vergonha, sentes-te nua, e é exactamente assim que te quero, porque eu também me sinto nu, e é exactamente assim que tu me queres. E agora agarras-me tu, com uma só mão agarras-me, todo, por completo, submetes-me à tua vontade num simples apertar de mão, cinco dedos que valem mais do que todos os meus músculos concentrados numa única acção. Não importa, o músculo que agarras neste momento não quer mais do que amar-te. Levanto-te pelas coxas como se não tivesses peso, para mim não tens peso, apenas o peso do amor e esse, agora, tem o peso de um pedaço de nuvem que desceu para nos refrescar a pele, para nos humedecer enquanto nos guiamos na direcção um do outro, enquanto nos fundimos, enquanto nos tornamos num só. E é nesse estado de fusão que nos sentimos como se nunca tivéssemos sido mais do que uma só pessoa, nem eu, nem tu, apenas nós, e beijamos e olhamos e sentimos e respiramos como um só, como sempre devia ter sido, como se fossemos realmente um só. Mas não interessa. Finalmente é. Finalmente somos. Um só.
10/07/2006
Ups...
E não é que me esqueci do aniversário d'O Estranho?! Se calhar, é porque VOU TRADUZIR UM LIVRO!!! Também pode ser por achar que há uma certa pessoa que não me sai da cabeça, mas quase de certeza que é porque VOU TRADUZIR UM LIVRO!!! E vamos ser sinceros, entre uma possível paixão e o facto de que VOU TRADUZIR UM LIVRO(!!!), quem paga é blog...
Mas pronto, lembrei-me agora e com certeza que o autor do blog me perdoa, quem quer que ele seja... VOU TRADUZIR UM LIVRO!!! e quem sabe se não estou a apaixonar-me...
PS: como disse ontem a amigos, na minha opinião, que vale o que vale, a poesia em Portugal tem de ser dividida em dois grandes períodos: a fase pré-Floribella e a fase pós-Floribella. "Não tenho nada, mas tenho, tenho tudo!" Pá, simplesmente genial.
04/07/2006
Queen of Winter fairies
Open your eyes, my darling,
And guide me in my path
Through the misty, dark road;
Spread your green windows,
Fill my soul of light and life,
I miss listening to the sound of
My own heart pounding,
Ramming against my chest,
Fighting to break free from
The chains it was locked in.
Come, my darling,
Though they say
Your heart is cold as Winter,
A spear of frigid, cold ice,
Come, my darling,
For I see the warmth in you,
Even if
That’s my jacket around your shoulders,
Protecting you
From the freezing wind blowing.
Look, at me, my darling,
As you never looked before,
See in my eyes that reflection that is you,
And though you may be the Queen of Winter fairies,
I was once Winter itself.
28/06/2006
Às vezes...
Às vezes, mandamos o coração seguir numa direcção, apontamos-lhe o caminho, dizemos-lhe que é mais seguro e explicamos-lhe porquê. Às vezes, acordamos calmos, sossegados, o espírito leve, a consciência tranquila. Às vezes, passamos o dia a olhar para o céu, sentimos o cheiro de cada flor por que passamos, ouvimos todos os pássaros que voam lá no alto. Às vezes, deitamo-nos sem pressas na cama, fazemos amor durante horas, adormecemos ao menor toque com a almofada. Às vezes, somos felizes. Às vezes, o coração não obedece, prega-nos partidas. Às vezes, apetece-me fechar os olhos e esquecer-me de como se respira.
24/06/2006
The human and the beast
22/06/2006
diálogo sob a lua de Poe
Ele abre a porta para a varanda do bar flutuante. A noite está fria, não tem o casaco vestido, mas apeteceu-lhe sair um pouco da multidão, da festa. Debruça-se sobre o corrimão, os olhos postos no rio, na outra margem, no horizonte onde brilha, ao longe, uma lua amarela, melancólica, daquelas que assombram os contos de Poe. Pousa a cerveja, pega no maço de cigarros e acende um. Enche os pulmões e suspende a respiração. Fica quieto, a olhar para o fumo que sobe do cigarro, a porta abre-se atrás de si. Expira, não se volta, reconhece o perfume...
Ela debruça-se também sobre o corrimão, quase encostada a ele.
- Começaste a fumar! – admira-se ela.
Ele puxa mais uma passa do cigarro, trava.
- Hum-um… – responde ele.
Calam-se.
- Está frio… – tenta ela.
- Hum-um… – responde ele.
Calam-se.
- Está tudo bem contigo? – tenta ela, mais uma vez.
- Hum-um… – responde ele, mais uma vez.
- Importas-te de me responder em vez de te fazeres de vítima?! – quase berra ela.
Ele vira-se, devagar, fita-a nos olhos – ela desvia o olhar –, puxa mais uma golfada de fumo, vira a cara para expirar e começa, calmamente:
- Eu não me estou a fazer de vítima. Nunca gostei de me fazer de vítima, tu sabes isso. Aliás, se houve alguma vítima no que nos aconteceu, foste tu. Fui eu que acabei, fui eu que me afastei, fui eu o culpado de não ter dado certo. Não me estou a fazer de vítima, só não sei o que dizer.
Calam-se.
- Ouve, – recomeça ele – eu lamento o que fiz. Passaste um mau bocado por minha causa. Mas aproveitaste bem demais o teu direito de me magoar. Nunca, por uma vez sequer, te traí, nem a tua amizade, nem o teu amor. Nunca, acredites ou não. É claro que olhava para outras mulheres, é claro que as desejava, mas nunca fiz o que quer que seja com essas mulheres. No final do dia, era contigo que eu estava, era contigo que confidenciava, era contigo que dormia. Estraguei tudo, ok, mas tu não tinhas o direito de me tratar como lixo, eu nunca te fiz isso, nem quando acabei tudo. Era isto que querias ouvir?
Ele coça a barba, ela afaga os braços, arrepiados. Ele espreita para dentro do bar, abana a cabeça.
- Sempre achei que ias acabar por ficar com um idiota, um parvalhão, e aquele cretino que está lá dentro, meio bêbedo, a atirar-se à nossa amiga, a tua grande amiga – lembras-te? – prova que tinha razão…
Dá uma última passa, atira a ponta para o rio, pega na cerveja e vira-se, na direcção da porta.
- Tenho pena de ti. – começa ele.
- Não preciso que tenh-
- Pára! Pára, eu reformulo. Lamento. Lamento o teu azar com os homens. Só te calham idiotas. E lamento também que isso te tenha tornado numa cabra…
Ele abre a porta, volta à festa.
Ela fica sozinha, debaixo de uma lua que, mal sabe ela, pertence a Poe...
19/06/2006
O dragão do fundo do lago


