24/09/2004

Possível prólogo de um hipotético romance

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Rita acaba de sair do banho. Está no quarto, a vestir-se, com o corpo ainda frio, quando o telemóvel toca. No visor, as palavras “DANIEL-CASA” fazem-na soltar um “O que é que este quer agora?!” antes de atender.

- Estou? Que queres? Não posso falar agora.

- Rita? É o João. Não podes mesmo falar? É importante… - ouviu-se do outro lado.

- João?! Mas… Estás a ligar de casa do Daniel?

- Sim. Eu… tenho uma coisa para te dizer… É sobre o Daniel… Podes falar?

- O que é que foi agora? Ele ainda não percebeu que não quero falar com ele?!

- Rita… O Daniel morreu.

- O quê?!

- Ele teve um acidente de carro.

- Estás a brincar!

Rita sabe que João não está a brincar. Os soluços que começa a ouvir provam-no. O Daniel morreu. Num acidente de carro. “Espera… Ele não faria isso…”

- João, desculpa, eu sei que isto não é fácil e, apesar de tudo, lamento a morte dele, mas… O Daniel ia sozinho?

- Apesar de tudo?! Mas tu estás louca?! Ele era teu amigo!

- João, ele ia sozinho ou não?!

- Ia! – João desligou assim que respondeu. Rita não sabe o que pensar. Quer sentir-se indiferente, mas a verdade é que sente uma profunda tristeza com esta notícia. “Ele ia sozinho…” Enquanto pousa o telemóvel na cama, não tem a certeza do que há-de pensar. “Ele ia sozinho…”

As únicas certezas de Rita são que o Daniel não morreu, suicidou-se, e que ela foi um dos principais motivos para o suicídio.


07/09/2004

Isto não é uma carta de despedida...

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É a 2ª vez que ligo o computador numa hora. Da primeira vez, ainda mal tinha acabado de iniciar e já estava a receber ordem de encerramento. Para que servem os blogues? Será que se trata de uma espécie de diário? Será que são uma forma de divulgar aquilo que escrevemos e que, egocêntricos e pedantes, achamos ter qualidade? Serão uma forma de dizer o que nos vai na alma? Depois de desligar o computador, fui ler. Edgar Allan Poe. Mais um livrinho, desta vez de contos, que comprei deste senhor. Este é em português, portanto, em vez de "citar" uma tradução minha, posso usar a do senhor António Vilaça (espero que não me vá processar por isto!). Em "A Máscara da Morte Rubra", o Príncipe Próspero (não, não estou a brincar) e outras pessoas que estão num baile de máscaras encontram-se perante alguém que não conhecem e que usa uma máscara inconvenientemente assustadora. Mas, "na verdade, todo o grupo parecia agora sentir profundamente que na fantasia e no rosto do ESTRANHO não existia talento nem bom gosto. A figura era alta e esquálida, envolta dos pés à cabeça em vestes mortuárias."Para que servem os blogues?! Nunca consegui descobrir isso. Mesmo o uso que lhe dou é estranho! Muitas vezes escrevo coisas sem qualquer sentido, o que quer dizer que estou a exprimir os meus sentimentos. Mas com muita calma senão sairia uma coisa deste género kdagsnifgjelassdcdanielajhasdkljelaahsk! Não sei por que escrevo isto. Talvez por ter andado a remexer na minha gaveta e caixas de recordações. Talvez por hoje ter acordado como de costume. Talvez porque... não sei o que dizer e apetece-me encerrar O Estranho! E o estranho é eu saber, do fundo da minha alma, que isso não resolveria nada. E além do mais, seria só uma tentativa de chamar a atenção! CLR, NG, BB, JB, Nocturnidade, Sofia Ctx e um anónimo que nunca soube quem era, obrigado por terem comentado este blog. Asseguraram-me que é possível aceder aO Estranho! E o tempo voa quando nos estamos a divertir! Não percebo é por que é que este segundo demora tanto a passar!
:)

06/09/2004

Don't dream it's over

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There is freedom within, there is freedom without
Try to catch the deluge in a paper cup
There's a battle ahead, many battles are lost
But you'll never see the end of the road
While you're traveling with me

Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
We know they won't win

Now I'm towing my car, there's a hole in the roof
My possessions are causing me suspicion but there's no proof
In the paper today tales of war and of waste
But you turn right over to the T.V. page

Now I'm walking again to the beat of a drum
And I'm counting the steps to the door of your heart
Only shadows ahead barely clearing the roof
Get to know the feeling of liberation and relief

Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
Don't ever let them win

Música dos Crowded House, apesar de só a conhecer cantada pelos Sixpence none the Richer. Sabes, Estranha, hoje (tal como em quase todos os outros dias) acordei a pensar em ti. Acordei com saudades tuas, como de resto acordo e passo a maioria dos dias. No entanto, parece-me que ainda não percebeste bem o que quero dizer! Apesar de não perceberes muito bem inglês, pode ser que ao leres a letra desta música e me ouvires dizer o teu nome, percebas a importância que tens para mim. Alien Daorud Semog, I don't want to dream it's over. Apesar de sentir que já acabou...

31/08/2004

Adeus

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Estou no quarto estranho, sozinho. Há vento lá fora, e frio, chuva, vida. De repente, ouço-te miar. Mecanicamente, abro-te a janela e tu entras, sem qualquer esforço, sacudindo a cabeça para tentar afastar a água da chuva e o frio. Mias outra vez e percebo que tens fome, por isso, pego em ti e vamos para a cozinha. Deixo-te em paz para que possas comer descansado e subo ao quarto, onde estou agora a pensar. A recordar… Voltas para a minha beira, ainda a lamber os bigodes, e os teus olhos brilham de satisfação. Deitas-te a meu lado e adormeces. Olho-te com carinho e afago-te a cabeça. Tu estremeces e mias. Como gostas de miar! Como gosto de ti… Talvez farto de mim, talvez farto de estar em casa, levantas-te, diriges-te à porta e mias. Para que queres ir lá para fora, está a chover! E mias. E eu acedo ao teu pedido. E afago-te a cabeça mais uma vez. Duas horas depois, ouço-te miar outra vez. Mas agora não estás à porta ou à janela. Estás deitado, no meio da rua, e não te consegues levantar. Foram as minhas mãos a última coisa que sentiste, enquanto te puxava para a berma da estrada. Afago-te a cabeça, pela última vez, enquanto te preparas para viajar. Não sei se continuas a miar. Não sei sequer onde estás, nem sei por onde hei-de começar a procurar-te. Sei que gostava de te ouvir neste momento, para, mecanicamente, te abrir a janela e tu entrares.

Estou no quarto estranho, sozinho. Lembro-me de como te olhei, com um sorriso nos lábios, quando estavas deitado à minha beira, quente e satisfeito. Lembro-me de como te olhei, de lágrimas nos olhos, quando estavas deitado na berma da estrada, frio e a sofrer. Penso nas palavras que nunca te disse. Adeus, Faísca…

26/08/2004

Surpresas do fundo do coração...

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A Terra é redonda, ligeiramente achatada nos polos, e gira à volta do sol, para além de girar sobre si própria!

19/08/2004

Dan Brown

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O Código da Vinci.
Não digo mais nada.

18/08/2004

Chuva, muita chuva...

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Queria fazer um post bonito, dizer que esta chuva se compara às lágrimas que verto por ti e outros clichés que ninguém aprecia. A verdade é que começo a ficar farto! Cometi um erro. Cometi um erro muito estúpido. Mas começo a ficar farto que demores a perdoar não por estares muito magoada, mas porque não queres perdoar! Custa-me confrontar isso, mas tu não queres perdoar. Que seja. Fica com a tua mágoa conveniente , eu fico com o meu arrependimento sincero. Fico eu a ganhar, acredita! E que continue a chover!

12/08/2004

A felicidade

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Não me encontro neste mundo. O dia está claro. Percorro labirintos de emoções e de pessoas que me parecem absolutamente estranhas. Olho o céu. O sol cega-me, força-me a fechar os olhos e a vê-la. Como gostava de a ver, de lhe tocar, de sentir a pele dela, de a ter. Reabro os olhos. A noite já chegou. Agora perco-me no mesmo labirinto de emoções mas as pessoas já se foram. Só cá estamos nós, eu e ela. Fitamos as estrelas, juntos. Aponto para o céu e vou-lhe dizendo baixinho, ao ouvido, o nome dos astros. Ela não responde, ouve apenas, ou finge, e sorri. Aponto para os olhos dela e cedo à tentação de lhe dizer que são eles que mais brilham esta noite. Ela suspira. Abraça-me. Beija-me. A noite acaba. O labirinto desaparece. Sei exactamente onde estou. É isto a felicidade…


08/08/2004

Acabaram-se as transmissões não autorizadas!

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Não, não desisti do estágio. Falei com a minha orientadora e consegui um MARAVILHOSO acordo: vou fazer o trabalho de estágio em casa, pela Internet! QUE MARAVILHA!!!

Está a chover...

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Está a chover e vejo tudo pela minha janela. Apetecia-me sair e ir ter contigo, apesar de não saber quem és. Vejo-te pela janela e quero-te. O meu corpo arde de desejo por ti, por sentir o calor do teu abraço. Apetecia-me sair, andar pela chuva desabrigado, desprotegido, nu! Apetecia-me sentir o sopro frio do vento e o escorrer molhado da chuva na pele. Apetecia-me estar em contacto absoluto com a Natureza, sentir o meu corpo enfraquecer perante a força da tempestade para no fim, quando te encontrasse e descobrisse quem és, sentir o teu carinho, o teu afecto, o teu amor.

02/08/2004

Nova transmissão não autorizada!

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Afinal não eram eles, era só a colega de estágio que procurava um lugar para se esconder para ninguém lhe perturbar o sono! Mas uma coisa triste: a empresa "Morangos" acabou. Não sei o que aconteceu, mas iam dar-me esse ficheiro e disseram que afinal não era preciso. A "Morangos" acabou... E agora onde está a beleza da vida?... "Morangos"...

Isto é uma transmissão não autorizada!

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SOCORRO!!! Estou no estágio, prestes a saltar pela janela! Isto não é estágio, não é trabalho, é a mais pura chulice que pode haver!!! SOCORRO!!! Oh não, eles estão a aproximar-se, consigo ouvi-los a raspar a porta! Cá vou eu! AAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!

01/08/2004

Hoje...

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...é o meu último dia de férias. Amanhão começo os meus dois meses de estágio que só acabam quando começar o próximo ano escolar. Não sei porquê, mas decidi dedicar este dia à tradução. Por isso é que "postei" uma tradução que fiz de "The Raven" do Poe, um dos meus escritores favoritos, e um texto do José Luís Peixoto dedicado a uma tradutora. Espero que a minha tradução não esteja tão má quanto isso... Afinal de contas, amanhã é o primeiro dia do resto da minha vida. Que cliché! :)

A Tradutora

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tu lês. antes de ti, ela muda as palavras. antes dela, eu escrevo. eu passei por aqui, ela passou por aqui, tu passas agora por aqui.
.
entendes isso? ela está onde tu estarás. eu estou onde ela estará. eu corro pelas palavras, ela perseque-me. tu corres atrás de nós para nos veres correr.
.
eu escrevo casa e continuo pelas palavras. ela segura as letras da casa e escreve vida. tu lês vida e entendes casa e vida. eu não sei o que entendes.
.
eu corro. ela corre atrás de mim. tu corres atrás dela.não existimos sozinhos. sorrimos quando paramos, quando nos encontramos. aqui.


José Luís Peixoto, in A Casa, a Escuridão

O CORVO, de Edgar Allan Poe

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Numa meia-noite agreste, enquanto reflectia, fraco e tonto,

Num livro excêntrico e curioso de lendas esquecidas,

Já cabeceava, quase adormecido, quando de súbito ouvi um ruído,

Como se alguém batesse ao de leve, batesse ao de leve à porta do meu quarto.

“É alguma visita – murmurei – a bater à porta do quarto,

Apenas isso e nada mais.”

.

Oh, como me lembro desse Dezembro gélido

E de como as brasas espalhavam ainda as sombras pelo quarto.

Ansiava pela alvorada; em vão tentei encontrar nos livros

Alívio para a dor, dor pela morte dela,

A única e deslumbrante donzela a que os anjos chamam Lenore,

Perdida agora para sempre.

.

Como me assustava o esvoaçar incerto das cortinas púrpura,

Como me sufocavam de terror que nunca antes sentira;

E repetia a mim mesmo, tentando acalmar o espírito,

“É alguma visita que pede para entrar,

Uma visita tardia que pede para entrar,

Apenas isso e nada mais.”

.

E com isso ganhei forças, não mais hesitando:

“Meu senhor ou minha senhora – disse eu – decerto me desculpareis,

Mas a verdade é que dormitava, e batestes tão levemente,

Tão suave foi o vosso bater à minha porta,

Que quase não vos ouvia” – e quando abri a porta,

Vazio e nada mais.

.

Ali fiquei a fitar o vazio, a pensar, a temer,

A duvidar, a sonhar o que nenhum mortal ousara sonhar antes;

Mas o silêncio manteve-se, e o vazio não se alterou,

Apenas uma palavra foi sussurrada: “Lenore!”

Isto sussurrei e isto o eco me respondeu: “Lenore!” –

Apenas isto e nada mais.

.

A meu quarto regressado, toda a minha alma ardia,

Quando de novo uma pancada soou, uma pancada mais forte do que antes.

“Seguramente – disse eu – seguramente há algo à minha janela;

Vejamos então o que está nela para este mistério desvendar;

Possa o meu coração acalmar-se um pouco para este mistério desvendar;

Será o vento e nada mais.”

.

Abri então a vidraça, e eis que, lesto e gracioso,

Entrou um grave corvo dos sagrados tempos de antanho;

Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,

Mas, com trejeitos de realeza, penetrou em meu quarto,

Pousou num busto de Atenas que há em meu quarto,

Pousou, sentou-se e nada mais.

.

E esta ave negra fez sorrir a minha amargura,

Pelo aspecto grave e sério com que se apresentava.

“Tua plumagem está velha e gasta – disse eu – mas teu porte é altivo.

Diz-me, oh corvo sinistro fugido das trevas infernais,

Diz-me qual o teu nome lá nas trevas infernais!”

Disse o corvo: “Nunca mais.”

.

Pasmei ao ouvir o estranho pássaro falar tão habilmente,

Ainda que a sua resposta nenhum sentido fizesse;

E ninguém pode discordar de que nunca houve alma

Que tenha tido pousada em seu quarto ave –

Pousado no busto do seu quarto ave ou bicho,

Com o nome “Nunca mais”.

.

Mas o corvo, do alto do seu busto, nada mais dissera,

Como se naquelas palavras houvesse perdido a alma.

Do busto, nenhum outro som desceu, nem uma pena se mexeu,

Até que desdenhei, quase desprezei: “outros que tais passaram antes;

De manhã, terás ido, tal como o fizeram no passado as minhas esperanças.”

Respondeu o corvo: “Nunca mais.”

.

Perturbado por tal resposta merecida,

“Com certeza – disse eu – isto que solta é tudo o que sabe.

Terá aprendido com algum dono que o destino impiedoso

Forçou a proferir até à hora da sua morte,

Até que o coração no seu peito batesse

Nunca mais.”

.

Mas, sorrindo ainda com a postura da ave,

Prontamente me sentei defronte dela, do busto e da porta;

E do local em que me encontrava, comecei a pensar,

A pensar no que queria esta ave agoirenta dos tempos de antanho,

Esta sinistra e grave ave agoirenta dos tempos de antanho,

Dizer com aquele “Nunca mais”.

.

Nisto reflectia, sem palavra murmurar

À ave que agora os olhos cravava na minha alma;

Nisto e em mais pensava, com a cabeça recostada

No veludo da cadeira que a luz iluminava,

Veludo pela luz iluminado no qual

Ela se recostaria, oh, nunca mais!

.

E então o ar tornou-se denso, perfumado por algum incenso

Aceso por anjos cujos passos soam a música.

“Maldito – bradei – deu-te Deus, deu-te Deus, por anjos que enviou,

Esquecimento, esquecimento e alívio das recordações de Lenore!

Toma-o, oh, toma este gracioso alívio e esquece a perdida Lenore!”

Disse o corvo: “Nunca mais”.

.

“Profeta! – disse eu. Criatura demoníaca! Profeta ainda que ave ou demónio!

Se aqui por Diabo enviado ou de tempestade refugiado,

Neste audaz lugar desolado, nesta vazia terra amaldiçoada,

Nesta casa pelo terror assombrada, diz-me a verdade, imploro-te,

Haverá… haverá alívio no Purgatório? Diz-me, diz-me, imploro-te!”

Disse o corvo: “Nunca mais.”

.

“Profeta! – disse eu. Criatura demoníaca! Profeta ainda que ave ou demónio!

Pelo céu que se estende acima de nós, pelo Deus que ambos tememos,

Diz a esta alma sufocada pela dor se, no longínquo Paraíso,

Abraçarei uma abençoada donzela a que os anjos chamam Lenore,

A única e deslumbrante donzela a que os anjos chamam Lenore.”

Disse o corvo: “Nunca mais.”

.

“Que essas palavras te levem, ave ou diabo – urrei, ordenando –

Torna à tempestade e às trevas infernais!

Não deixes pena que prove a mentira que disseste!

Deixa a minha solidão incólume! Abandona o busto que há em meu quarto!

Retira da minha alma a tua voz e do meu quarto a tua presença!”

Disse o corvo: “Nunca mais.”

.

E o corvo, nunca se mexendo, está ainda pousado,

Pousado no busto de Atenas que há em meu quarto,

E os olhos dele são como os de um demónio que sonha,

E o candeeiro que arde por cima dele lança a sua sombra no chão,

E a minha alma, daquela sombra que ali jaz no chão,

Erguer-se-á … nunca mais!

29/07/2004

Seria tão bom

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Poucas pessoas sabem disto. E não há problema de escrever isto aqui porque poucas pessoas cá vêm! Ainda bem... Mas como estava a dizer, poucas pessoas sabem qual é o meu grande sonho. Um sonho que tenho desde criança, como toda a gente tem, e um sonho que, suponho eu, todos nós tivemos em algum momento da nossa infância: voar. O meu maior sonho era poder voar. Não num avião, mas voar mesmo, sem qualquer mecanismo. Simplesmente levantar vôo e partir. Voar por cima da terra, à procura de um qualquer lugar semi-paradisíaco; voar por cima das cidades, a observar o que fazem, afinal, estas pessoas todas que cá moram.Voar, simplesmente voar. Desde que comecei a Pensar que acho que isto é uma vontade reprimida de fugir. Hoje suponho que seja uma maneira de ver alguém. Se calhar isto até é um desejo de bisbilhotar o que os outros andam a fazer!
Não... Acho que é mesmo vontade de ver alguém...
Seria tão bom voar...


28/07/2004

No que dá adicionar um novo link!

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Files published... 50%
This may take a few minutes, if you have a large blog.

Eh pá, já me disseram muita coisa sobre o meu corpo - Sempre mal, pá! Tenham pena do Estranho, pá! -, mas é a primeira vez que me dizem que tenho um grande... blog...


Foi diferente

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O dia até nem está a ser mau! Vim agora de um mini-festival de curtas, com algumas curtas melhores do que outras, mas eu não critico! Nada, mesmo! Hoje fartaram-se de me chamar Estranho, pá, mas o que realmente é estranho é que parecia que era suposto eu ficar ofendido com isso! Eh, pá, oh JB (não te ofendas que não te estou a chamar whisky!), chama-me Estranho à vontade, agora andar pr'aí a dizer que eu como pernas de pau, isso não! As pessoas ainda pensam que eu sou estranho, pá... Então esse curso?!

26/07/2004

Sinais de vida

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Pois é, pois é...

21/07/2004

O país irmão

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O Brasil é um país que nunca me disse muito, mas começo a gostar muito dele...
Obrigado...