Dan Brown
O Código da Vinci.
Não digo mais nada.
Queria fazer um post bonito, dizer que esta chuva se compara às lágrimas que verto por ti e outros clichés que ninguém aprecia. A verdade é que começo a ficar farto! Cometi um erro. Cometi um erro muito estúpido. Mas começo a ficar farto que demores a perdoar não por estares muito magoada, mas porque não queres perdoar! Custa-me confrontar isso, mas tu não queres perdoar. Que seja. Fica com a tua mágoa conveniente , eu fico com o meu arrependimento sincero. Fico eu a ganhar, acredita! E que continue a chover!
Não me encontro neste mundo. O dia está claro. Percorro labirintos de emoções e de pessoas que me parecem absolutamente estranhas. Olho o céu. O sol cega-me, força-me a fechar os olhos e a vê-la. Como gostava de a ver, de lhe tocar, de sentir a pele dela, de a ter. Reabro os olhos. A noite já chegou. Agora perco-me no mesmo labirinto de emoções mas as pessoas já se foram. Só cá estamos nós, eu e ela. Fitamos as estrelas, juntos. Aponto para o céu e vou-lhe dizendo baixinho, ao ouvido, o nome dos astros. Ela não responde, ouve apenas, ou finge, e sorri. Aponto para os olhos dela e cedo à tentação de lhe dizer que são eles que mais brilham esta noite. Ela suspira. Abraça-me. Beija-me. A noite acaba. O labirinto desaparece. Sei exactamente onde estou. É isto a felicidade…
Não, não desisti do estágio. Falei com a minha orientadora e consegui um MARAVILHOSO acordo: vou fazer o trabalho de estágio em casa, pela Internet! QUE MARAVILHA!!!
Está a chover e vejo tudo pela minha janela. Apetecia-me sair e ir ter contigo, apesar de não saber quem és. Vejo-te pela janela e quero-te. O meu corpo arde de desejo por ti, por sentir o calor do teu abraço. Apetecia-me sair, andar pela chuva desabrigado, desprotegido, nu! Apetecia-me sentir o sopro frio do vento e o escorrer molhado da chuva na pele. Apetecia-me estar em contacto absoluto com a Natureza, sentir o meu corpo enfraquecer perante a força da tempestade para no fim, quando te encontrasse e descobrisse quem és, sentir o teu carinho, o teu afecto, o teu amor.
Afinal não eram eles, era só a colega de estágio que procurava um lugar para se esconder para ninguém lhe perturbar o sono! Mas uma coisa triste: a empresa "Morangos" acabou. Não sei o que aconteceu, mas iam dar-me esse ficheiro e disseram que afinal não era preciso. A "Morangos" acabou... E agora onde está a beleza da vida?... "Morangos"...
SOCORRO!!! Estou no estágio, prestes a saltar pela janela! Isto não é estágio, não é trabalho, é a mais pura chulice que pode haver!!! SOCORRO!!! Oh não, eles estão a aproximar-se, consigo ouvi-los a raspar a porta! Cá vou eu! AAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!
...é o meu último dia de férias. Amanhão começo os meus dois meses de estágio que só acabam quando começar o próximo ano escolar. Não sei porquê, mas decidi dedicar este dia à tradução. Por isso é que "postei" uma tradução que fiz de "The Raven" do Poe, um dos meus escritores favoritos, e um texto do José Luís Peixoto dedicado a uma tradutora. Espero que a minha tradução não esteja tão má quanto isso... Afinal de contas, amanhã é o primeiro dia do resto da minha vida. Que cliché! :)
tu lês. antes de ti, ela muda as palavras. antes dela, eu escrevo. eu passei por aqui, ela passou por aqui, tu passas agora por aqui.
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entendes isso? ela está onde tu estarás. eu estou onde ela estará. eu corro pelas palavras, ela perseque-me. tu corres atrás de nós para nos veres correr.
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eu escrevo casa e continuo pelas palavras. ela segura as letras da casa e escreve vida. tu lês vida e entendes casa e vida. eu não sei o que entendes.
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eu corro. ela corre atrás de mim. tu corres atrás dela.não existimos sozinhos. sorrimos quando paramos, quando nos encontramos. aqui.
José Luís Peixoto, in A Casa, a Escuridão
Numa meia-noite agreste, enquanto reflectia, fraco e tonto,
Num livro excêntrico e curioso de lendas esquecidas,
Já cabeceava, quase adormecido, quando de súbito ouvi um ruído,
Como se alguém batesse ao de leve, batesse ao de leve à porta do meu quarto.
“É alguma visita – murmurei – a bater à porta do quarto,
Apenas isso e nada mais.”
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Oh, como me lembro desse Dezembro gélido
E de como as brasas espalhavam ainda as sombras pelo quarto.
Ansiava pela alvorada; em vão tentei encontrar nos livros
Alívio para a dor, dor pela morte dela,
A única e deslumbrante donzela a que os anjos chamam Lenore,
Perdida agora para sempre.
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Como me assustava o esvoaçar incerto das cortinas púrpura,
Como me sufocavam de terror que nunca antes sentira;
E repetia a mim mesmo, tentando acalmar o espírito,
“É alguma visita que pede para entrar,
Uma visita tardia que pede para entrar,
Apenas isso e nada mais.”
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E com isso ganhei forças, não mais hesitando:
“Meu senhor ou minha senhora – disse eu – decerto me desculpareis,
Mas a verdade é que dormitava, e batestes tão levemente,
Tão suave foi o vosso bater à minha porta,
Que quase não vos ouvia” – e quando abri a porta,
Vazio e nada mais.
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Ali fiquei a fitar o vazio, a pensar, a temer,
A duvidar, a sonhar o que nenhum mortal ousara sonhar antes;
Mas o silêncio manteve-se, e o vazio não se alterou,
Apenas uma palavra foi sussurrada: “Lenore!”
Isto sussurrei e isto o eco me respondeu: “Lenore!” –
Apenas isto e nada mais.
.
A meu quarto regressado, toda a minha alma ardia,
Quando de novo uma pancada soou, uma pancada mais forte do que antes.
“Seguramente – disse eu – seguramente há algo à minha janela;
Vejamos então o que está nela para este mistério desvendar;
Possa o meu coração acalmar-se um pouco para este mistério desvendar;
Será o vento e nada mais.”
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Abri então a vidraça, e eis que, lesto e gracioso,
Entrou um grave corvo dos sagrados tempos de antanho;
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas, com trejeitos de realeza, penetrou em meu quarto,
Pousou num busto de Atenas que há em meu quarto,
Pousou, sentou-se e nada mais.
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E esta ave negra fez sorrir a minha amargura,
Pelo aspecto grave e sério com que se apresentava.
“Tua plumagem está velha e gasta – disse eu – mas teu porte é altivo.
Diz-me, oh corvo sinistro fugido das trevas infernais,
Diz-me qual o teu nome lá nas trevas infernais!”
Disse o corvo: “Nunca mais.”
.
Pasmei ao ouvir o estranho pássaro falar tão habilmente,
Ainda que a sua resposta nenhum sentido fizesse;
E ninguém pode discordar de que nunca houve alma
Que tenha tido pousada em seu quarto ave –
Pousado no busto do seu quarto ave ou bicho,
Com o nome “Nunca mais”.
.
Mas o corvo, do alto do seu busto, nada mais dissera,
Como se naquelas palavras houvesse perdido a alma.
Do busto, nenhum outro som desceu, nem uma pena se mexeu,
Até que desdenhei, quase desprezei: “outros que tais passaram antes;
De manhã, terás ido, tal como o fizeram no passado as minhas esperanças.”
Respondeu o corvo: “Nunca mais.”
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Perturbado por tal resposta merecida,
“Com certeza – disse eu – isto que solta é tudo o que sabe.
Terá aprendido com algum dono que o destino impiedoso
Forçou a proferir até à hora da sua morte,
Até que o coração no seu peito batesse
Nunca mais.”
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Mas, sorrindo ainda com a postura da ave,
Prontamente me sentei defronte dela, do busto e da porta;
E do local em que me encontrava, comecei a pensar,
A pensar no que queria esta ave agoirenta dos tempos de antanho,
Esta sinistra e grave ave agoirenta dos tempos de antanho,
Dizer com aquele “Nunca mais”.
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Nisto reflectia, sem palavra murmurar
À ave que agora os olhos cravava na minha alma;
Nisto e em mais pensava, com a cabeça recostada
No veludo da cadeira que a luz iluminava,
Veludo pela luz iluminado no qual
Ela se recostaria, oh, nunca mais!
.
E então o ar tornou-se denso, perfumado por algum incenso
Aceso por anjos cujos passos soam a música.
“Maldito – bradei – deu-te Deus, deu-te Deus, por anjos que enviou,
Esquecimento, esquecimento e alívio das recordações de Lenore!
Toma-o, oh, toma este gracioso alívio e esquece a perdida Lenore!”
Disse o corvo: “Nunca mais”.
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“Profeta! – disse eu. Criatura demoníaca! Profeta ainda que ave ou demónio!
Se aqui por Diabo enviado ou de tempestade refugiado,
Neste audaz lugar desolado, nesta vazia terra amaldiçoada,
Nesta casa pelo terror assombrada, diz-me a verdade, imploro-te,
Haverá… haverá alívio no Purgatório? Diz-me, diz-me, imploro-te!”
Disse o corvo: “Nunca mais.”
.
“Profeta! – disse eu. Criatura demoníaca! Profeta ainda que ave ou demónio!
Pelo céu que se estende acima de nós, pelo Deus que ambos tememos,
Diz a esta alma sufocada pela dor se, no longínquo Paraíso,
Abraçarei uma abençoada donzela a que os anjos chamam Lenore,
A única e deslumbrante donzela a que os anjos chamam Lenore.”
Disse o corvo: “Nunca mais.”
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“Que essas palavras te levem, ave ou diabo – urrei, ordenando –
Torna à tempestade e às trevas infernais!
Não deixes pena que prove a mentira que disseste!
Deixa a minha solidão incólume! Abandona o busto que há em meu quarto!
Retira da minha alma a tua voz e do meu quarto a tua presença!”
Disse o corvo: “Nunca mais.”
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E o corvo, nunca se mexendo, está ainda pousado,
Pousado no busto de Atenas que há em meu quarto,
E os olhos dele são como os de um demónio que sonha,
E o candeeiro que arde por cima dele lança a sua sombra no chão,
E a minha alma, daquela sombra que ali jaz no chão,
Erguer-se-á … nunca mais!
Poucas pessoas sabem disto. E não há problema de escrever isto aqui porque poucas pessoas cá vêm! Ainda bem... Mas como estava a dizer, poucas pessoas sabem qual é o meu grande sonho. Um sonho que tenho desde criança, como toda a gente tem, e um sonho que, suponho eu, todos nós tivemos em algum momento da nossa infância: voar. O meu maior sonho era poder voar. Não num avião, mas voar mesmo, sem qualquer mecanismo. Simplesmente levantar vôo e partir. Voar por cima da terra, à procura de um qualquer lugar semi-paradisíaco; voar por cima das cidades, a observar o que fazem, afinal, estas pessoas todas que cá moram.Voar, simplesmente voar. Desde que comecei a Pensar que acho que isto é uma vontade reprimida de fugir. Hoje suponho que seja uma maneira de ver alguém. Se calhar isto até é um desejo de bisbilhotar o que os outros andam a fazer!
Não... Acho que é mesmo vontade de ver alguém...
Seria tão bom voar...
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This may take a few minutes, if you have a large blog.
Eh pá, já me disseram muita coisa sobre o meu corpo - Sempre mal, pá! Tenham pena do Estranho, pá! -, mas é a primeira vez que me dizem que tenho um grande... blog...
O dia até nem está a ser mau! Vim agora de um mini-festival de curtas, com algumas curtas melhores do que outras, mas eu não critico! Nada, mesmo! Hoje fartaram-se de me chamar Estranho, pá, mas o que realmente é estranho é que parecia que era suposto eu ficar ofendido com isso! Eh, pá, oh JB (não te ofendas que não te estou a chamar whisky!), chama-me Estranho à vontade, agora andar pr'aí a dizer que eu como pernas de pau, isso não! As pessoas ainda pensam que eu sou estranho, pá... Então esse curso?!
O Brasil é um país que nunca me disse muito, mas começo a gostar muito dele...
Obrigado...
...é muito mau se eu admitir que tenho medo do futuro? Será que é muito mau se esse medo for provocado pela absoluta incerteza do que futuro me reserva? Será que é muito mau se estiver disposto a não viver mais por causa dessa incerteza? Será que é muito mau admitir que tu, querida e amada Estranha, tens o terrível poder de decidir se vivo ou morro? Hoje é o dia da tristeza e das dúvidas. Viva a Alegria, viva a Felicidade, viva a prostituta da Vida, que sai sempre mal!
...alguém me pode dizer qual é o sentido da vida? Ou até se tem sentido?! E se tem, como saber se vamos no sentido correcto? E, por favor, não me mandem ligar para a Tele-amizade ou para qualquer outro serviço de ajuda de valor acrescentado e isso inclui a Linha Deus, o Tele-confessionário, a Linha da Maya e outros que tais...
A doce Melancolia da tarde torna-se num vício,
Uma droga que faz tremer o espírito
(pouco habituado ao alívio da felicidade).
As grandes tardes trazem Abandono consigo,
longe dos amigos,
longe de Casa (onde é a minha Casa?),
longe da vida…
A tarde traz a Melancolia e
um pensamento confuso para o coração enegrecido;
a vontade de desaparecer por entres as paredes,
por entre os livros,
qualquer caminho serve para fugir das recordações…
(Calem-se, ecos na cabeça,
Calem-se, amigos imaginários,
Vão-se, memórias falsas e pensamentos obscuros!
Deixem-me só e mal acompanhado,
Quero chorar e sufocar;
tudo serve para deixar de pensar!
Recordar…)
Tudo o que quero é ser feliz,
mas olho em volta e vejo-me sozinho...
Tenho medo...
Sinto-me perdido na doce Melancolia da tarde...
São quase 3 da noite e isso não é nada bom… As horas demoram a passar e o dia nunca mais chega. Não consigo dormir, não consigo deixar de pensar, não consigo parar de dar voltas e mais voltas à cama e já não suporto o cheiro a suor dos lençóis! O cheiro dos lençóis... Ainda me lembro do teu cheiro, do nosso cheiro, do cheiro que ficava nos lençóis quando nos deitávamos neles e nos abraçávamos… Ainda me lembro do brilho nos teus olhos por veres o brilho dos meus olhos e da felicidade que te dava ver que esse brilho era amor… Ainda me lembro das palavras ditas que nos arrepiavam a pele e nos aqueciam a alma e o coração… Ainda me lembro das palavras não ditas que nos inflamavam os corpos e aguçavam os sentidos… Ainda me lembro do gosto da tua pele e da suavidade dos teus lábios… Ainda me lembro disso todas as noites, até às 3 da noite e isso não é nada bom. Quando é que o dia chega? Quando é que chega o dia em que deixo de me lembrar e recomeço a viver?
Enlouqueço. Vejo-me morrer de mil e uma maneiras. Arrasto os dedos por cima das teclas e enlouqueço a cada letra. Perdi todo e qualquer motivo para viver. Apetece-me gritar. Apetece-me chorar. Apetece-me morrer. Apetece-me estar contigo. Tu odeias-me. Tal como eu me odeio. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.
Não sei o que dizer, agora que já não posso falar contigo. Não consigo parar de pensar, agora que vejo que estou morto. Não te tenho. Tive-te e deitei-te fora. Deitei fora a vida. Destruí um futuro que nunca acontecerá. Violei um passado sagrado que me atormentará para sempre. Só me resta um presente desgraçado, sem vida, sem alegria, sem luz, sem ti. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.
Errei. Abandonei-te sem saber ao certo porquê e errei ao fazê-lo. Só mais tarde descobri a vergonha, só mais tarde vi que te amava, que te amo, que te amarei e errei ao fazê-lo. Só mais tarde me apercebi do que fizera e contei-te e errei ao fazê-lo. E então enlouqueci. Perdi-te. Morri. E errei ao fazê-lo. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.
A cada minuto que passa, a cada hora que bate, a cada dia que acaba, penso em ti, no que te disse, no que tenho para te dizer. No que não permites que te diga. Amo-te. Odeias-me. Amo-te ainda mais por isso. É culpa minha que me odeies. É culpa minha que me odeie. Hoje o dia acaba. Agora, a noite não terá fim. Amo-te. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.
Já vejo o fundo do abismo, estou quase lá, na loucura. Já te vejo passar-me à frente. Dizes que me amas, é a melhor maneira de ver que estou louco, que não há salvação. Nunca mais te verei, farás por isso. Nunca mais. Nunca mais. Nunca mais. Nunca mais. Repito-o a mim mesmo, estou quase lá. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.
Cheguei. Estás aqui, comigo. Beijas-me. Dizes que me amas. Beijas-me. Digo-te que nunca mais nos separaremos. Beijo-te. Abraço a nossa filha, adoro-a, adoro-te, nunca mais nos separaremos. Viveremos para sempre aqui, no fundo da minha loucura, juntos, felizes, para sempre, nunca mais nos separaremos. As mãos tremem, os dedos obedecem, primo o gatilho para esquecer os erros… Adeus… Amo-te… Para sempre… Adeus.