26/07/2004

Sinais de vida

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Pois é, pois é...

21/07/2004

O país irmão

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O Brasil é um país que nunca me disse muito, mas começo a gostar muito dele...
Obrigado...

Será que...

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...é muito mau se eu admitir que tenho medo do futuro? Será que é muito mau se esse medo for provocado pela absoluta incerteza do que futuro me reserva? Será que é muito mau se estiver disposto a não viver mais por causa dessa incerteza? Será que é muito mau admitir que tu, querida e amada Estranha, tens o terrível poder de decidir se vivo ou morro? Hoje é o dia da tristeza e das dúvidas. Viva a Alegria, viva a Felicidade, viva a prostituta da Vida, que sai sempre mal!

Será que...

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...alguém me pode dizer qual é o sentido da vida? Ou até se tem sentido?! E se tem, como saber se vamos no sentido correcto? E, por favor, não me mandem ligar para a Tele-amizade ou para qualquer outro serviço de ajuda de valor acrescentado e isso inclui a Linha Deus, o Tele-confessionário, a Linha da Maya e outros que tais...

A doce Melancolia da tarde

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A doce Melancolia da tarde torna-se num vício,

Uma droga que faz tremer o espírito

(pouco habituado ao alívio da felicidade).

 

As grandes tardes trazem Abandono consigo,

longe dos amigos,

longe de Casa (onde é a minha Casa?),

longe da vida…

 

A tarde traz a Melancolia e
um pensamento confuso para o coração enegrecido;

a vontade de desaparecer por entres as paredes,

por entre os livros,

qualquer caminho serve para fugir das recordações…

 

(Calem-se, ecos na cabeça,

Calem-se, amigos imaginários,

Vão-se, memórias falsas e pensamentos obscuros!

Deixem-me só e mal acompanhado,

Quero chorar e sufocar;

tudo serve para deixar de pensar!

Recordar…)

 

Tudo o que quero é ser feliz,
mas olho em volta e vejo-me sozinho...

Tenho medo...

Sinto-me perdido na doce Melancolia da tarde...


18/07/2004

O dia que nunca mais chega

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São quase 3 da noite e isso não é nada bom… As horas demoram a passar e o dia nunca mais chega. Não consigo dormir, não consigo deixar de pensar, não consigo parar de dar voltas e mais voltas à cama e já não suporto o cheiro a suor dos lençóis! O cheiro dos lençóis... Ainda me lembro do teu cheiro, do nosso cheiro, do cheiro que ficava nos lençóis quando nos deitávamos neles e nos abraçávamos… Ainda me lembro do brilho nos teus olhos por veres o brilho dos meus olhos e da felicidade que te dava ver que esse brilho era amor… Ainda me lembro das palavras ditas que nos arrepiavam a pele e nos aqueciam a alma e o coração… Ainda me lembro das palavras não ditas que nos inflamavam os corpos e aguçavam os sentidos… Ainda me lembro do gosto da tua pele e da suavidade dos teus lábios… Ainda me lembro disso todas as noites, até às 3 da noite e isso não é nada bom. Quando é que o dia chega? Quando é que chega o dia em que deixo de me lembrar e recomeço a viver?



15/07/2004

Enlouqueço

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Enlouqueço. Vejo-me morrer de mil e uma maneiras. Arrasto os dedos por cima das teclas e enlouqueço a cada letra. Perdi todo e qualquer motivo para viver. Apetece-me gritar. Apetece-me chorar. Apetece-me morrer. Apetece-me estar contigo. Tu odeias-me. Tal como eu me odeio. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.

Não sei o que dizer, agora que já não posso falar contigo. Não consigo parar de pensar, agora que vejo que estou morto. Não te tenho. Tive-te e deitei-te fora. Deitei fora a vida. Destruí um futuro que nunca acontecerá. Violei um passado sagrado que me atormentará para sempre. Só me resta um presente desgraçado, sem vida, sem alegria, sem luz, sem ti. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.

Errei. Abandonei-te sem saber ao certo porquê e errei ao fazê-lo. Só mais tarde descobri a vergonha, só mais tarde vi que te amava, que te amo, que te amarei e errei ao fazê-lo. Só mais tarde me apercebi do que fizera e contei-te e errei ao fazê-lo. E então enlouqueci. Perdi-te. Morri. E errei ao fazê-lo. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.

A cada minuto que passa, a cada hora que bate, a cada dia que acaba, penso em ti, no que te disse, no que tenho para te dizer. No que não permites que te diga. Amo-te. Odeias-me. Amo-te ainda mais por isso. É culpa minha que me odeies. É culpa minha que me odeie. Hoje o dia acaba. Agora, a noite não terá fim. Amo-te. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.

Já vejo o fundo do abismo, estou quase lá, na loucura. Já te vejo passar-me à frente. Dizes que me amas, é a melhor maneira de ver que estou louco, que não há salvação. Nunca mais te verei, farás por isso. Nunca mais. Nunca mais. Nunca mais. Nunca mais. Repito-o a mim mesmo, estou quase lá. As mãos tremem, os dedos não obedecem, tenho de voltar atrás a cada linha para corrigir os erros.

Cheguei. Estás aqui, comigo. Beijas-me. Dizes que me amas. Beijas-me. Digo-te que nunca mais nos separaremos. Beijo-te. Abraço a nossa filha, adoro-a, adoro-te, nunca mais nos separaremos. Viveremos para sempre aqui, no fundo da minha loucura, juntos, felizes, para sempre, nunca mais nos separaremos. As mãos tremem, os dedos obedecem, primo o gatilho para esquecer os erros… Adeus… Amo-te… Para sempre… Adeus.

14/07/2004

Vampire

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From this day forward, I live no more.
I am forever lost in the night,
Not living, but existing, surviving.
From this day forward, I quit the sun, forever.
I am nothing.
Lifeless, soulless, I am nothing.
Hated, feared, I am forever dead to the world.
I am the monster that breathing men would kill.
I am a vampire,
I choose to be a vampire,
I choose to feed only of you,
Your blood, your heart, your soul.
I quit my life forever.
Forsaken, forgotten, unforgiven,
I shall forever survive only because of you.
I am a vampire.
I live only as long as you live.
Without you I am nothing,
A mere pile of flesh and bone.
Your soul is my soul,
Your blood is my blood,
And your heart will keep me alive,
FOREVER…

11/07/2004

Carta de amor

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Queres namorar comigo?

SIM |___| NÃO |___| TALVEZ |___|

10/07/2004

Je réussi pas

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Tu me fais plonger dans le monde des rêves,
Je veux pas en sortir,
Je ne réussi pas à savoir pourquoi.

Je te vois parmi les étoiles,
Je t’entends dans la musique,
Je ne réussi pas a te parler.

Je veux t’embrasser, après
Je veux t’embrasser, mais
Je ne réussi pas à bouger.

Je veux te dire,
Je veux m’expliquer,
Je ne réussi pas à t’aimer.

Mon âme est vide,
Mon cœur est froid,
Je ne réussi pas a vivre.

A tout à l´heure, ma petite,
Jusqu’au moment que
Je réussi…

08/07/2004

Mensagens e asteriscos

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É absolutamente incrível a alegria que dá receber mensagens no telemóvel e numa delas vir um asterisco! Absolutamente inacreditável!

07/07/2004

Os ETs BUSH vêm aí!!!

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Agora que o Europeu acabou, a verdade vem à tona (grande palavra)! O que levou um pequeno país como o nosso a construir 10 estádios novos para um evento que durou 3 semanas? E mais importante ainda, de onde veio o dinheiro para esses estádios? Bem, o dinheiro veio dos Estados Unidos. Sim, é verdade. O pseudo-Presidente Bush patrocinou o Europeu de Futebol 2004! No entanto, a sua intenção não era que a porcaria da Grécia ganhasse; aquando da sua vinda aos Açores, há uns meses, Bush concluiu que Portugal, pela sua situação geográfica, era o local perfeito para criar uma enorme pista de aterragem para os ETs de Marte, o planeta-natal da família Bush. Os estádios seriam usados como luzes de sinalização para a referida pista de aterragem. George W. Bush não quis comentar esta teoria, mas basta ver os esforços feitos para a exploração de Marte para ver as saudades que Bush sente dos seus familiares…

06/07/2004

Explicação

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Ok... Pode parecer estranho (esta palavra vai ser repetida muitas vezes...), mas o primeiro texto tem quase meio ano. Na altura era um pouco mais feliz (uma coisinha de nada...) e decidi que, se alguma vez criasse um blog, aquele seria o primeiro texto. Muita coisa muda em meio ano... Demasiado muda em meio ano... Mas não quero ser pessimista! Tenho uma vida inteira pela frente para isso!

O Estranho

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Há um quarto estranho, ao cimo de umas escadas estranhas, numa casa estranha de um país estranho de um mundo estranho. Nesse quarto, há um rapaz não menos estranho que se veste de negro. Não quer que o vejam. Não quer estar sempre a enfrentar esse mundo que é tanto dele como o vermelho é do frio. Ele foge. Não porque quer, mas porque às vezes tem necessidade disso. Precisa de fugir, esquecer que já fez parte desse mundo, noutros tempos, quando era jovem. Quando era infeliz. Ou assim pensava. Talvez não fosse infeliz. Talvez só pensasse que o era porque não pensava. Porque era jovem. Porque não tinha que se preocupar com o amor, a escola, os amigos, com a vida em geral. Inevitavelmente, era suicida. Deitava-se e pensava em razões para viver. Todas as noites o mesmo ritual. Todas as noites a mesma conclusão. Não há razão para viver. Todas as noites a mesma angústia e sempre a mesma falta de coragem. É difícil ter uma faca na mão e dizer “É hoje!”. Ele chorava. Não porque ia morrer, mas porque era jovem. Porque é difícil ter-se 18 anos e pensar que nunca mais se vai ver o sol, a lua, uma árvore… É difícil ter-se 18 anos e nenhuma razão para viver. É difícil ter-se 18 anos e chorar todas as noites por não se ter motivos para viver. É difícil. Hoje, o rapaz já não tem 18 anos. Já não precisa de chorar todas as noites por não ter motivos para viver. Já os tem. E sejam eles quais forem, dão-lhe força para se levantar todos os dias e ir para Casa, onde está com os amigos, com os colegas e até com alguns desconhecidos. Descobriu que a vida é feita de altos e baixos. De desilusões, de angústias, de tristezas, mas também de alegrias, de sorrisos, de elogios, de humor, de felicidade, de amizade, de exultação, de frenesim, de gargalhadas, de abraços, de beijos, de olhos e de amor, inevitavelmente, de amor. Ainda chora. Não pelo presente, ainda que este nem sempre seja feliz, mas pelo passado. Por tudo aquilo que fez de mau e de que agora se arrepende tanto. Por tudo aquilo que podia ter feito de bom e que agora lamenta tanto não ter feito. E chora ainda por isso. Mas também chora de felicidade. Só ocasionalmente, porque não se pode abusar! Mas sorri. Sente-se feliz por ter sido cobarde, por não se ter suicidado. E sorri. Sorri porque, apesar de ter de se refugiar de vez em quando, gosta do mundo. Acha que vale a pena lutar por ele. Acha que vale a pena tentar ser feliz. Ainda sente que não faz parte deste mundo (não por se achar melhor, mas por se achar Estranho). Mas hoje brinca. Diz que é um suicida frustrado.
- E que bem que sabe essa frustração…